Controle da dor em pacientes oncológicos veterinários
- Dra. Luisa

- 25 de jul.
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de set.

Você se lembra do nosso post sobre cuidados paliativos? Hoje, vamos aprofundar um dos temas mais importantes dentro desse universo: o controle da dor em animais com câncer.
A dor em pacientes oncológicos veterinários
Controle da dor em pacientes oncológicos veterinários, seja cães ou gatos, pode ser desafiadora de tratar, principalmente quando está associada a neoplasias ósseas, que com o tempo promovem um processo chamado osteólise (reabsorção do osso), podendo levar a fraturas espontâneas. Além disso, o crescimento de massas tumorais pode comprimir nervos ou estruturas internas, causando grande desconforto. Procedimentos cirúrgicos extensos ou realizados em regiões difíceis de cicatrizar também contribuem para esse cenário doloroso.
Outro ponto importante é que muitos cães com câncer convivem com outras doenças, como osteoartrite, doença renal crônica ou disfunções hormonais, que podem agravar ainda mais o quadro doloroso, seja pela fragilidade óssea, seja pelo aumento de peso e limitação física.
Em nosso atendimento, o olhar vai além do diagnóstico da neoplasia. Enxergamos o paciente como um todo: seu histórico, qualidade de vida, limitações financeiras e o contexto familiar no qual está inserido. Por isso, o diálogo com o tutor é fundamental para entender se há possibilidade de integrar terapias complementares, como fisioterapia, acupuntura, ozonioterapia ou laserterapia, ao plano de manejo da dor.
É claro que, em muitos casos, o uso de medicamentos analgésicos potentes será necessário. No entanto, com o acompanhamento adequado, muitos pacientes conseguem reduzir as doses ou até mesmo suspender o uso contínuo de fármacos, ganhando qualidade de vida com menos efeitos colaterais.
Outro ponto essencial é saber qual o tipo de dor estamos tratando: aguda, crônica, nociceptiva, inflamatória ou neuropática. Essa definição guia toda a escolha do protocolo medicamentoso, ajustando doses e associações para cada caso de forma individualizada.
Conclusão:
Aliviar a dor de um paciente com câncer é garantir dignidade, conforto e bem-estar. É dar a ele a chance de viver melhor, mesmo diante de um diagnóstico tão desafiador.


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